
E se, a duas semanas do dia 12, a sua loja ainda não tem nada pronto para o Dia das Crianças 2026, vale a pena correr atrás ou é melhor deixar essa data passar?
Vale! No ano passado, o Dia das Crianças movimentou R$ 9,96 bilhões no varejo brasileiro e registrou o melhor volume de vendas dos últimos 12 anos, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC). É a terceira data mais importante do comércio, atrás apenas do Natal e do Dia das Mães. E uma fatia grande dessa procura acontece na reta final, com pais, tios e avós resolvendo o presente na semana da data. É justamente esse público que ainda está pronto para comprar quando você entra em campo agora.
As dicas abaixo foram escolhidas por um motivo: todas cabem em poucos dias de trabalho e não dependem de um grande projeto para sair do papel. São ajustes de comunicação, oferta e mídia que qualquer operação consegue colocar de pé antes do dia 12.
Nesta página você encontrará:
O essencial para agir antes de 12 de outubro
- Ainda dá tempo de vender: boa parte das compras da data é decidida na última semana, então uma campanha lançada agora pega o consumidor no momento da decisão.
- O WhatsApp é o canal mais rápido de ativar e o que mais converte: até seis vezes mais que o e-commerce tradicional, segundo o Chat Commerce Report 2025.
- Kits e combos de presente prontos reduzem a indecisão de quem não sabe o que comprar e aumentam o ticket sem exigir novos produtos.
- Facilidade de pagamento (PIX e parcelamento visível) é o que evita o abandono no checkout de quem compra por impulso.
- Mídia paga com remarketing e públicos segmentados é a forma mais barata de aparecer para quem já visitou sua loja e ainda não comprou.
- Publicidade infantil tem regras específicas no Brasil: o apelo de compra deve falar com o adulto, não com a criança.
As 10 dicas para vender no Dia das Crianças 2026
1. Prepare o WhatsApp para a campanha
O WhatsApp é o canal que você ativa hoje e já colhe amanhã. Organize suas listas de transmissão por perfil de cliente, deixe o catálogo atualizado com os produtos-presente e prepare respostas rápidas para as dúvidas mais comuns (prazo de entrega, tamanho, disponibilidade). Vale a pena disparar uma mensagem para quem abandonou o carrinho: no WhatsApp, essa recuperação converte cerca de 30%, três vezes mais que por e-mail, segundo o Chat Commerce Report 2025. Só cuide para acionar quem optou por receber contato, respeitando a LGPD.
2. Monte combinações de ofertas e presentes
Quem compra em cima da hora quer decidir rápido. Em vez de deixar o cliente garimpar item por item, monte kits e combos prontos: “presente até R$ 99“, “kit para meninas de 6 a 8 anos“, “brinquedo + acessório“. As combinações resolvem a indecisão, elevam o ticket médio e ainda dão um ar de curadoria à sua vitrine, tudo isso sem cadastrar nenhum produto novo.
3. Prepare campanhas divertidas de e-mail marketing
O e-mail continua sendo um dos canais mais baratos para ativar a base que você já tem. Aposte em um tom leve e lúdico, incluindo linhas de assunto com bom humor, um mini guia de presentes por faixa de idade e uma seleção enxuta de produtos. Segmente por histórico de compra para não mandar oferta de brinquedo para quem nunca demonstrou interesse. Um e-mail bem pensado disparado agora já dá tempo de gerar venda antes do dia 12.
4. Aproveite a data mesmo que seu público não seja infantil
Vende para adultos e acha que o Dia das Crianças não é a sua data? Ela pode ser, sim. A memória afetiva é um gancho poderoso, marcas que não têm nada a ver com o universo infantil ativam a “criança interior” do público, brincam com a nostalgia ou simplesmente parabenizam clientes e colaboradores que são pais. É uma oportunidade de manter a marca presente e relevante na conversa da data, mesmo sem vender brinquedo.
5. Vista sua loja, seu site e suas redes com a temática
A ambientação é um sinal rápido de que a sua loja está participando da data. Troque o banner principal do site, crie uma vitrine ou coleção específica de “presentes para o Dia das Crianças“, ajuste a capa das redes sociais e destaque a categoria no menu. São mudanças visuais simples, feitas em poucas horas, que orientam o visitante direto para o que ele veio buscar.
6. Foque na facilidade de pagamento
Compra de última hora não sobrevive a um checkout difícil. Deixe o PIX em evidência (com o desconto, se houver), mostre as condições de parcelamento logo na página do produto e reduza o número de etapas até a finalização. Quanto menos fricção entre o “quero” e o “comprei”, menor o abandono de carrinho, que é o principal vilão de quem decide no impulso.
7. Atenção às regras de publicidade infantil
Este é o cuidado que não pode faltar. No Brasil, a Resolução nº 163/2014 do CONANDA considera abusiva a publicidade dirigida diretamente à criança, e o CONAR reforça esse entendimento no seu código de autorregulamentação. Na prática, a sua comunicação de venda deve falar com o adulto que decide e paga a compra, não induzir a criança a pedir o produto. Dá para explorar toda a fofura e o clima da data sem transformar a criança no alvo do apelo comercial.
8. Coloque o clima infantil (ou nostálgico) nas redes sociais
Enquanto o site converte, as redes criam desejo. Use os dias que faltam para publicar conteúdo com a cara da data: memória afetiva, brinquedos que marcaram gerações, bastidores da sua equipe, enquetes nos stories. Esse tipo de post gera identificação e engajamento a custo zero, e ainda aquece o público antes de você chamar para a oferta.
9. Dispare uma campanha de e-mail marketing de última hora
Além do e-mail criativo da dica 3, reserve um disparo de urgência para os últimos dias. É o e-mail do “ainda dá tempo“: destaque o prazo de entrega garantido antes do dia 12, um cupom relâmpago ou frete especial, com uma contagem regressiva clara. A urgência real é o que empurra o consumidor indeciso para a compra, mas prometa apenas o prazo que a sua logística consegue cumprir.
10. Rode anúncios segmentados para a sua audiência
Com pouco tempo, mídia paga rende mais quando você mira quem já conhece a marca. Priorize o remarketing para quem visitou a loja ou abandonou o carrinho, use os anúncios de catálogo para mostrar o produto certo à pessoa certa e explore públicos semelhantes à sua base de clientes. Concentrar o investimento em quem está mais perto da compra costuma trazer o melhor retorno quando o calendário aperta.
Depois do Dia das Crianças 2026, pense nas próximas datas
O dia 12 chega em cima da hora, mas Black Friday e Natal não precisam ser assim. As campanhas de mídia paga que realmente escalam são as planejadas com semanas de antecedência (tempo para estruturar públicos, testar criativos e otimizar o investimento antes do pico). Se a sua operação quer chegar nessas datas com estratégia, o time de especialistas da e-Plus pode ajudar a montar o plano de mídia paga do último trimestre do ano.
Perguntas frequentes sobre o Dia das Crianças 2026
Ainda dá tempo de preparar uma campanha de Dia das Crianças em cima da hora?
Sim. Como boa parte das compras da data é decidida na última semana antes do dia 12 de outubro, uma campanha lançada com poucos dias de antecedência ainda alcança o consumidor no momento da decisão. Ações rápidas como WhatsApp, e-mail e remarketing são as mais indicadas para quem começou tarde.
Qual é o melhor canal para vender no Dia das Crianças de última hora?
O WhatsApp costuma ser o mais eficiente para vendas de última hora, porque é imediato e tem alta taxa de conversão (até seis vezes maior que o e-commerce tradicional), segundo o Chat Commerce Report 2025. Combinado a e-mail marketing e anúncios de remarketing, ele forma a base mais ágil de ativação.
Posso anunciar para o Dia das Crianças mesmo vendendo para adultos?
Sim. Marcas que não vendem produtos infantis podem explorar a memória afetiva, a nostalgia e o gancho da “criança interior”, ou homenagear clientes e colaboradores que são pais. É uma forma de manter a marca relevante na data sem depender de um catálogo voltado ao público infantil.
O que a lei diz sobre publicidade infantil no Brasil?
A Resolução nº 163/2014 do CONANDA considera abusiva a publicidade dirigida diretamente à criança, entendimento reforçado pelo CONAR. Na prática, a comunicação de venda deve falar com o adulto responsável pela compra, sem induzir a criança a pedir o produto anunciado.