
Por que uma marca que já vende nos Estados Unidos ainda deixa dinheiro na mesa a cada real investido em mídia? Na maioria das vezes, o problema não está no tamanho do orçamento, e sim na forma como a operação está montada por trás dele. Foi exatamente essa diferença que mudou os números da Cristina Sabatini, marca de joias fashion fundada em 2012 e produzida na Itália, no mercado americano.
Cliente da e-Plus desde 2025, a Cristina Sabatini queria investir mais em mídia sem perder eficiência. O desafio era vender para um consumidor com sazonalidade e comportamento de compra próprios, bem diferentes do brasileiro. A virada não veio de gastar mais, veio de reorganizar a operação antes de acelerar o investimento.
Nesta página você encontrará:
Cristina Sabatini nos EUA: os pontos que importam
- A Cristina Sabatini é cliente da e-Plus desde 2025, e a reestruturação da mídia voltada ao público dos EUA começou em junho de 2026;
- O trabalho concentrou-se em Google Ads e Meta Ads, com leitura local de criativos, públicos e sazonalidade;
- As sessões médias mensais subiram de 16.347 para 49.583 (+203%) entre o período anterior e os meses de junho a agosto de 2026;
- A receita média mensal no GA4 passou de R$ 6.075 para R$ 20.076 (+230%);
- A eficiência (receita dividida por investimento) subiu de 2,67x para 3,52x: cada real passou a devolver mais, mesmo com verba maior;
- 95% dos erros do Google Merchant Center foram corrigidos, liberando o catálogo para aparecer no Google Shopping.
Vender nos EUA começa na estrutura, não no orçamento
O mercado americano é grande o bastante para justificar o esforço. No segundo trimestre de 2026, o e-commerce nos Estados Unidos movimentou US$ 340,2 bilhões e respondeu por 17,1% de todo o varejo do país, um crescimento de 12,2% sobre o mesmo período do ano anterior, segundo o U.S. Census Bureau. É um destino com demanda e poder de compra, mas também com concorrência madura e um consumidor que compara antes de decidir.
Entrar nesse mercado com a mesma configuração usada no Brasil costuma sair caro. Criativos, públicos e calendário promocional precisam ser lidos a partir do comportamento local. Sem esse ajuste, a verba corre para onde há menos retorno, e o investimento adicional apenas amplia o desperdício em vez de ampliar a venda.
Por isso a ordem importa. Antes de aumentar o valor aplicado, a operação da Cristina Sabatini foi reorganizada para que cada etapa tivesse um papel claro. É o que permite escalar sem perder o controle do resultado, e é também o que torna o crescimento sustentável quando a verba sobe mês a mês.
O que mudou na operação da Cristina Sabatini
A reestruturação partiu de pontos concretos, não de uma campanha isolada. Cada frente resolveu um gargalo específico que vinha limitando o retorno.
Leitura do consumidor americano
Os criativos e a segmentação foram construídos a partir da sazonalidade e do comportamento de compra dos Estados Unidos, e não de uma simples adaptação do calendário brasileiro. A mensagem passou a conversar com quem de fato compra naquele mercado, no momento certo do ano.
Catálogo limpo no Merchant Center
Erros no Google Merchant Center travam a exibição dos produtos no Google Shopping. A correção de 95% desses erros devolveu ao catálogo a chance de aparecer nas buscas de maior intenção de compra, aquelas em que o usuário já procura exatamente o tipo de produto que a marca vende.
Públicos refinados
A segmentação foi direcionada a perfis com maior potencial de conversão. Em vez de alcançar muita gente, o foco passou a ser alcançar a gente certa, reduzindo o gasto com quem dificilmente compraria e concentrando a verba onde ela rende.
Campanhas com papéis definidos
Cada campanha ganhou uma função específica dentro da estrutura. Isso simplifica a otimização do dia a dia e torna possível aumentar o orçamento de forma controlada, sem embaralhar os resultados nem perder a leitura do que realmente funciona.
Por que a eficiência subiu junto com o investimento
O dado mais revelador do case não é o crescimento da receita, e sim o da eficiência. Normalmente, quando uma operação aumenta o investimento em mídia, o retorno por real tende a cair, porque a verba extra alcança públicos menos propensos a comprar. Na Cristina Sabatini aconteceu o contrário.
O investimento médio mensal subiu de R$ 2.271 para R$ 5.702, e ainda assim a eficiência passou de 2,67x para 3,52x. Em paralelo, os pedidos aprovados mais que dobraram, de 23 para 55, e os novos clientes também, de 14 para 38. Crescer em volume e em eficiência ao mesmo tempo só é possível quando a base está organizada antes da aceleração, não depois.
Esse resultado se sustenta na medição. Os números foram acompanhados mês a mês no GA4, no Gerenciador do Meta Ads e no Google Ads, sempre cruzados com a receita real da loja. Decidir pela venda efetiva, e não apenas pelas métricas de cada plataforma, evita escalar um resultado que parece bom no painel, mas não chega ao caixa.
O que o varejo pode levar deste case
As lições valem para qualquer operação, dentro ou fora do Brasil. A primeira é que orçamento maior não garante retorno maior. Sem leitura de público, catálogo correto e estrutura de campanhas definida, mais verba costuma significar mais desperdício.
A segunda é que vender em outro país exige tradução de operação, não só de idioma. Sazonalidade, criativos e segmentação precisam refletir o consumidor local: o que converte numa data brasileira pode ser irrelevante no calendário americano.
A terceira é medir pela receita real. As métricas de plataforma mostram parte da história; a venda efetiva mostra o todo. Olhar os dois lados juntos evita comemorar cliques que nunca viram pedido e ajuda a direcionar o próximo investimento com segurança.
Fale com o time de mídia da e-Plus
A Cristina Sabatini mostra que vender mais nos Estados Unidos é resultado de estrutura e método, não apenas de investimento. Se a sua operação quer crescer em mídia paga sem perder eficiência, no Brasil ou no exterior, vale conversar com os especialistas em tráfego pago e gestão de mídia da e-Plus sobre como montar essa estrutura antes de acelerar a verba. Para se aprofundar primeiro, explore outros conteúdos do blog.
FAQ
Como estruturar uma operação de e-commerce para vender nos Estados Unidos?
A base é a leitura do consumidor local: sazonalidade, criativos e segmentação próprios do mercado americano. Depois vêm o catálogo correto no Google Merchant Center, públicos refinados por potencial de compra e campanhas com papéis definidos. Só então o aumento de investimento escala com eficiência, e não com desperdício.
O que é eficiência de mídia e por que ela importa?
Eficiência de mídia é quanto de receita cada real investido devolve. Na Cristina Sabatini, subiu de 2,67x para 3,52x. Importa porque revela se o crescimento é saudável: vender mais gastando proporcionalmente menos indica uma operação organizada, e não apenas mais verba colocada no ar.
Por que corrigir erros no Google Merchant Center?
Porque erros no Merchant Center impedem que os produtos apareçam no Google Shopping, justamente nas buscas de maior intenção de compra. No case da Cristina Sabatini, a correção de 95% dos erros liberou o catálogo para competir nesses espaços e alcançar quem já procura aquele tipo de produto.
Vale a pena aumentar o investimento em mídia paga?
Vale quando a estrutura está pronta. Aumentar a verba sobre uma operação desorganizada costuma reduzir o retorno por real. Com públicos, catálogo e campanhas ajustados antes, é possível crescer em volume e em eficiência ao mesmo tempo, como no caso da Cristina Sabatini nos EUA.