← Blog e‑Plus

Black Friday: 7 erros de checkout que fazem o cliente desistir na hora de pagar

Por Aline Mazala 8 minutos de leitura
Black Friday: 7 erros de checkout que fazem o cliente desistir na hora de pagar
Cliente finalizando compra no checkout de e-commerce durante a Black Friday
Imagem meramente ilustrativa: @magnific

Quanto da sua verba de Black Friday vai para atrair um cliente que chega até o pagamento e, nos últimos cliques, fecha a aba? Essa é a conta mais ingrata do e-commerce: pagar caro pelo tráfego e perder a venda exatamente onde ela quase aconteceu. O checkout, a etapa final da compra, costuma ser o ponto mais negligenciado da operação.

Os números mostram o tamanho do problema. A taxa média de abandono de carrinho registrada em lojas online é de 70,22%, segundo o Baymard Institute, referência em pesquisa de usabilidade de e-commerce. Nem todo abandono vem de um erro, já que parte das pessoas está só pesquisando. Mas uma fatia grande desiste por falhas concretas na finalização, e essas falhas são corrigíveis.

Faltando cerca de um mês e meio para a Black Friday, ainda dá tempo de olhar o checkout com calma e ajustar o que, no dia do pico, vira venda perdida. Por isso, listamos abaixo os sete erros mais comuns e o que fazer com cada um antes da data.



Checkout na Black Friday: o que decide a venda no pagamento

  • A taxa média de abandono de carrinho é de 70,22% (Baymard Institute). Recuperar uma parte disso já muda o faturamento da data.
  • O motivo nº 1 de desistência no checkout é custo extra alto (frete, impostos e taxas que aparecem só no fim), citado por 40% dos consumidores (Baymard).
  • Obrigar a criar conta antes de comprar afasta 18% dos compradores. Oferecer checkout como convidado destrava a compra.
  • No Brasil, 75% dos consumidores compram pelo celular (pesquisa Tray/Bling/Octadesk/Vindi, 2025). Um checkout que não funciona bem no mobile perde a maioria.
  • O Pix ganhou espaço: 38% dos consumidores pretendiam usá-lo na Black Friday 2025 (levantamento do ecossistema LWSA). Faltar meio de pagamento é perder venda pronta.
  • Quase nada disso exige refazer a loja. São ajustes, e dá para fazê-los agora, antes do pico.

Os 7 erros de checkout que fazem o cliente desistir na Black Friday

1. Mostrar o custo total só na última etapa

É o erro mais caro de todos. Quando frete, impostos e taxas aparecem apenas na finalização, o valor que o cliente tinha em mente muda de repente, e ele desiste. Entre os consumidores que abandonam o checkout, 40% apontam os custos extras altos como motivo, o maior índice da pesquisa do Baymard Institute.

A correção não é esconder o custo, e sim antecipá-lo. Mostre o frete estimado ainda na página do produto ou no carrinho e deixe clara a regra de frete grátis. Na Black Friday, em que o consumidor compara preço o tempo todo, transparência no valor final sustenta a conversão.

2. Obrigar o cliente a criar conta antes de comprar

Pedir cadastro completo antes de pagar trava a compra por impulso, que move boa parte da Black Friday. O dado confirma: 18% dos consumidores abandonam o checkout porque a loja exige criar uma conta (Baymard).

A saída é o checkout como convidado. Deixe a pessoa comprar com os dados mínimos e ofereça a criação de conta depois, como conveniência, não como barreira. O cadastro ainda acontece, só não atrapalha a venda.

3. Pedir informação demais e alongar o processo

Cada campo a mais é uma chance de desistência. Checkouts longos, com etapas repetidas e formulários extensos, cansam o cliente: 17% abandonam por considerar o processo demorado ou complicado (Baymard).

Revise o formulário e corte tudo o que não for essencial para faturar e entregar. Use preenchimento automático de endereço pelo CEP, menos etapas e uma indicação clara de progresso. Quanto mais curto o caminho até o botão de pagar, menor a perda.

4. Tratar o celular como detalhe

No Brasil, 75% dos consumidores usam o celular para comprar online (pesquisa Tray/Bling/Octadesk/Vindi, 2025). Ainda assim, muitos checkouts são pensados para o desktop e só adaptados para a tela pequena. Botões difíceis de tocar, campos que abrem o teclado errado e textos minúsculos empurram o cliente para fora.

Teste a compra pelo celular como um cliente faria, do anúncio ao pagamento. Na Black Friday, grande parte do tráfego chega das redes sociais direto no mobile, e é ali que o checkout precisa funcionar sem atrito.

5. Oferecer poucos meios de pagamento

Quando o cliente não encontra a forma de pagar que prefere, ele vai embora: 9% abandonam o checkout por falta de opções de pagamento (Baymard). No Brasil, isso ficou crítico com o avanço do Pix — 38% dos consumidores pretendiam usá-lo na Black Friday 2025 (levantamento do ecossistema LWSA) —, enquanto o cartão parcelado segue como preferência da maioria.

O checkout precisa cobrir as principais formas de pagamento do país: Pix, cartão com parcelamento e carteiras digitais. Oferecer Pix com um desconto pequeno, inclusive, pode acelerar a decisão sem pesar na margem como o parcelamento longo.

6. Não transmitir segurança na hora de informar o cartão

Desconfiança trava a compra. Entre os que abandonam o checkout, 19% dizem que não confiaram no site para informar os dados do cartão (Baymard). Na Black Friday, com gente comprando em lojas que não conhece, esse receio aumenta.

Sinais simples ajudam: selo de segurança visível, cadeado e HTTPS, logos das bandeiras e dos meios de pagamento, política de troca clara e canais de contato à mostra. Um checkout que parece seguro reduz a hesitação no momento mais sensível da compra.

7. Não aguentar o pico de acessos

De nada adianta corrigir tudo acima se a loja cai no dia. Lentidão, erros e instabilidade derrubam a venda em silêncio: 17% dos consumidores abandonam o checkout quando o site apresenta erros ou trava (Baymard). Com o tráfego muito acima do normal na data, o risco se multiplica.

Por isso o teste de carga precisa acontecer antes, não durante. Avalie o desempenho da loja sob pico simulado, revise as integrações de pagamento e frete e tenha um plano para agir rápido se algo falhar no dia. Estabilidade, aqui, é receita.


Dá para corrigir a tempo

Os sete erros têm algo em comum: nenhum depende de refazer a loja. São ajustes de transparência, de formulário, de pagamento, de confiança e de infraestrutura, todos possíveis dentro da janela que ainda existe até a Black Friday. O que não dá é deixar para a semana da data, quando qualquer mudança vira risco.


Revise o seu checkout antes da data

A Black Friday não premia só quem atrai mais tráfego, e sim quem transforma esse tráfego em venda. Um checkout bem resolvido é o que garante que o investimento em mídia não escorra pelo ralo nos últimos cliques.

Se você quer chegar à data com a finalização de compra revisada, o time da e-Plus pode ajudar em duas frentes. Com o CS Flex, você coordena o acesso a especialistas em desenvolvimento, UX, dados e plataforma para ajustar o checkout em VTEX ou Shopify sem montar uma estrutura interna do zero. E, com a Gestão de Mídia, dá para recuperar parte de quem abandonou o carrinho com campanhas de remarketing na reta final. Para seguir se preparando, explore os outros conteúdos da série de Black Friday no blog da e-Plus.


Perguntas frequentes sobre checkout na Black Friday

Qual é a taxa média de abandono de carrinho no e-commerce?

A taxa média documentada de abandono de carrinho é de 70,22%, segundo o Baymard Institute, que reúne dezenas de estudos sobre o tema. Parte desse abandono vem de pessoas apenas pesquisando, mas uma fatia relevante desiste por atritos no checkout que podem ser corrigidos.

Qual é o principal motivo de desistência no checkout?

O principal motivo é o custo extra alto. Segundo o Baymard Institute, 40% dos consumidores que abandonam o checkout apontam frete, impostos e taxas que aparecem só no fim como razão da desistência. Antecipar esses valores na jornada é a correção mais eficaz.

Como reduzir o abandono de checkout na Black Friday?

Para reduzir o abandono, mostre os custos totais cedo, ofereça checkout como convidado, reduza campos do formulário, garanta boa experiência no celular, inclua Pix e parcelamento e teste a estabilidade da loja antes do pico. São ajustes que cabem nas semanas que antecedem a data.

Vale a pena oferecer Pix no checkout?

Sim. O Pix virou um dos meios de pagamento mais procurados no Brasil: 38% dos consumidores pretendiam usá-lo na Black Friday 2025, segundo levantamento do ecossistema LWSA. Não oferecer Pix significa perder a venda de quem já decidiu comprar, mas não acha a forma de pagar que prefere.

Compartilhar WhatsApp LinkedIn X

Quer aplicar isso
na sua operação?

Agende um Diagnóstico Estratégico com a e‑Plus e descubra como transformar essa leitura em resultado real para o seu negócio.

Agendar Diagnóstico Estratégico
Acompanhe o blog

Mais leituras como essa, direto no seu e-mail.

Sinais de Digital Commerce, Marketing e Tecnologia — sem spam, só quando fizer sentido.

Acompanhe o blog

Receba as próximas leituras

Digital Commerce, Marketing e Tecnologia direto no seu e-mail — sem enrolação.

Sem spam. Cancele quando quiser.