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Prepare-se para 2027: as tendências de e-commerce que seu negócio precisa acompanhar

Por Aline Mazala 7 minutos de leitura
Prepare-se para 2027: as tendências de e-commerce que seu negócio precisa acompanhar
Mão digitando em notebook cercada de ícones de carrinho de compras, representando as tendências de e-commerce para 2027
Imagem meramente ilustrativa: Magnific

O que acontece com a sua loja se, em 2027, boa parte dos clientes decidir a compra antes mesmo de abrir o seu site? O e-commerce de varejo brasileiro deve saltar para US$ 585,6 bilhões em 2027, um crescimento de 70%, segundo projeção da Nuvei divulgada pelo E-Commerce Brasil. O mercado cresce, mas o caminho até a compra está sendo reescrito. Por isso, trouxemos tendências que mostram para onde o varejo digital caminha e o que colocar no radar desde já.



O essencial sobre o e-commerce em 2027

  • O varejo online brasileiro deve crescer 70% até 2027, chegando a US$ 585,6 bilhões, segundo a Nuvei (volume que atrai mais concorrência e eleva a régua de operação);
  • A descoberta de produto migra do site para a busca com inteligência artificial e os assistentes de compra, que passam a intermediar parte das decisões;
  • Retail media se firma como canal central de mídia: o investimento global deve chegar a US$ 223 bilhões em 2027, segundo a WARC;
  • O comércio unificado substitui o omnichannel: estoque, preço, atendimento e dados do cliente passam a operar como um sistema só;
  • O Pix se consolida como meio de pagamento dominante no e-commerce, já em 42% das compras em 2025 e a caminho de 50% até 2028, segundo o Ebanx;
  • Os dados próprios (first-party) viram o ativo mais valioso para personalizar ofertas num cenário sem cookies de terceiros.

A descoberta de produto não começa mais no seu site

Por anos, a jornada começava no Google e terminava no site da loja, mas isso já está mudando. Buscadores com IA, assistentes como o ChatGPT e os primeiros agentes de compra passam a responder “qual produto comprar” antes de o consumidor visitar qualquer página. Para o lojista, significa disputar visibilidade também dentro dessas respostas, e não só nos resultados tradicionais.

A adoção corporativa acompanha o movimento: a Salesforce projeta que o número de agentes de IA por empresa cresça 67% em dois anos, segundo seu Connectivity Benchmark. Em 2027, aparecer de forma clara e estruturada nesses canais deixa vira condição para ser encontrado.

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Retail media deixa de ser experimento e vira canal

Quando o consumidor pesquisa dentro de um marketplace ou do próprio site da loja, aquele espaço vira mídia. É o que o mercado chama de retail media: anúncios exibidos no ponto onde a compra realmente acontece. O formato saiu da fase de teste. Segundo a WARC, no relatório The Future of Commerce Media 2026, o investimento global em retail media deve atingir US$ 223 bilhões em 2027 — o equivalente a 15,2% de toda a verba publicitária do mundo.

Para as marcas, é a chance de anunciar com dados de intenção de compra em tempo real. Para varejistas com audiência própria, é uma nova linha de receita construída sobre o tráfego que já existe. Em 2027, operações que tratarem o próprio site como canal de mídia, e não apenas como vitrine, saem na frente.


Do omnichannel ao comércio unificado em 2027

O omnichannel prometeu integrar lojas físicas e digitais, mas, na maioria das operações, os canais ainda rodam em sistemas separados, com estoques e cadastros que não conversam. A tendência para 2027 é o comércio unificado: uma única base que concentra estoque, preço, pedido e histórico do cliente, não importa onde a venda começa ou termina. A Adyen descreve o movimento como a evolução do omnichannel, agora orientada por dados.

Na prática, é o cliente que compra no site e troca na loja sem atrito, ou o vendedor que acessa todo o histórico digital ali no balcão. Plataformas como VTEX e Shopify avançam nessa direção, com arquiteturas que conectam os pontos de contato. Chegar a 2027 com canais isolados será uma desvantagem competitiva concreta.


O pagamento invisível e o Pix como padrão

O checkout ainda é onde muita venda se perde, e a fricção do pagamento é parte do problema. O Pix mudou esse cenário e segue ganhando espaço: respondeu por 42% das compras no e-commerce brasileiro em 2025 e deve chegar a 50% até 2028, segundo o Ebanx, com base em dados da PCMI. O Pix Automático, voltado a cobranças recorrentes, abre caminho para assinaturas e recompras sem reentrada de dados.

A direção para 2027 é o pagamento que quase desaparece da experiência: aprovado em segundos, com menos etapas e mais meios à escolha do cliente. Quem simplifica essa etapa protege a conversão justamente no momento mais frágil da jornada.


Dados próprios no lugar dos cookies

Com a restrição aos cookies de terceiros, a personalização passa a depender do que a própria loja consegue coletar e organizar: histórico de compra, comportamento no site, preferências declaradas e interações de CRM. Em 2027, esse acervo de dados próprios vira o motor das recomendações, das ofertas segmentadas e da comunicação que realmente converte. Operações que tratarem a base de clientes como ativo estratégico (e não como lista de disparo) largam na frente.


Como preparar o negócio para 2027

Nenhuma dessas tendências exige virar a operação de cabeça para baixo de uma vez, exige priorização. Vale mapear onde o cliente descobre seus produtos hoje, revisar como os canais trocam dados entre si, testar retail media no próprio site e organizar a base de clientes. O fio que conecta todas essas frentes é a maturidade de dados: sem informação organizada, nenhuma delas se sustenta.

Para acompanhar como cada uma dessas tendências evolui ao longo do ano, continue de olho nos conteúdos do blog da e-Plus, onde destrinchamos esses temas com profundidade. De busca com IA a comércio unificado, os próximos artigos trazem o passo a passo de cada movimento para o seu negócio chegar a 2027 no ritmo certo.


FAQ

Quais são as principais tendências do e-commerce para 2027?

As principais tendências para 2027 são a descoberta de produtos por IA e agentes de compra, o crescimento do retail media, a migração do omnichannel para o comércio unificado, a consolidação do Pix como meio de pagamento e o uso de dados próprios para personalização. Juntas, elas mudam como o cliente encontra, decide e paga.

O que é retail media e por que cresce para 2027?

Retail media é a venda de espaço publicitário dentro de sites, apps e marketplaces de varejo, exibido no momento da compra. Cresce porque usa dados de intenção em tempo real e gera uma nova receita para o varejista. A WARC projeta US$ 223 bilhões em investimento global no formato em 2027, cerca de 15% de toda a verba publicitária.

O comércio unificado substitui o omnichannel?

O comércio unificado é a evolução do omnichannel. Enquanto o omnichannel integra canais que ainda rodam separados, o comércio unificado reúne estoque, preço, pedidos e dados do cliente em uma base única. O resultado é uma experiência contínua entre loja física e digital, sem rupturas de estoque ou de atendimento.

Como um negócio pequeno pode se preparar para 2027?

Um negócio pequeno pode começar sem grandes investimentos: organizar a base de clientes, garantir que os produtos apareçam de forma clara em buscas e assistentes de IA, oferecer Pix no checkout e integrar os canais de venda aos poucos. A preparação para 2027 é gradual e começa pela maturidade de dados.

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